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Política Médica

A primeira reunião do ano da Frente

Parlamentar da Saúde, realizada no dia 7

de março, teve a presença do presidente

da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia.

Além de parlamentares que integram a

Frente – atualmente são 238 deputados e

26 senadores – o evento contou também

com lideranças de entidades no setor de

saúde, entre elas os presidentes da AMB,

José Luiz Gomes do Amaral, e do CFM,

EdsonAndrade.

Chinaglia aproveitou para informar que

vai colocar em votação o projeto de lei

complementar que regulamenta a

Emenda Constitucional 29. A emenda

vincula recursos federais, estaduais e

municipais para a área de saúde.

"Sabemos o que significa a luta de décadas

por um sistema de saúde para o País.

Nossa legislação é uma referência, uma

conquista do povo brasileiro, mas ainda

não foi traduzida integralmente em

atendimento de qualidade como

desejamos", afirmou.

Segundo dados do Siopes ( Sistema de

Informações sobre Orçamento Público

em Saúde), governadores de 20 estados

deixaram de repassar ao sistema de saúde

cerca de R$ 3,5 bilhões em 2005. Minas

Gerais encabeça a lista com uma redução

demais de R$ 771milhões.

“Esse problema só será resolvido quando a

lei for regulamentada”, disse o presidente

da Frente Parlamentar de Saúde,

deputado Rafael Guerra (PSDB-MG),

acrescentando que estados, municípios e

até o governo federal incluem no

orçamento diversos gastos como se

fossempara o setor de saúde.

O presidente da AMB, José Luiz Gomes

doAmaral, preferiu chamar a atenção dos

parlamentares para um sério problema

que ameaça a medicina e a saúde da

população brasileira: a abertura

indiscriminada de escolas médicas. Na

comparação com potências como Estados

Unidos (125) e China (150), o Brasil

possui muito mais escolas médicas,

chegando atualmente a quase 170. “Há

hoje uma abertura desregrada de escolas

médicas, fomentando uma verdadeira

indústria do ensino”, denunciou Amaral.

“Para deteriorar ainda mais a situação,

recente Portaria do MEC alija as

entidades médicas de opinarem sobre

novos cursos de medicina”, criticou o

presidente da AMB.

Março | Abril 2007

Jornal da

8

Frente Parlamentar condena redução no

orçamento da Saúde

As entidades médicas do Brasil –

Conselho Federal de Medicina,

Associação Médica Brasileira e

Federação Nacional dos Médicos – vêm

de público manifestar sua indignação

com o descaso persistente para com a

saúde no País, agora demonstrado pelo

contingenciamento de aproximadamente

14% no orçamento do Ministério da

Saúde, que já se encontra defasado

quanto às reais necessidades do setor.

Esse contingenciamento significa,

aproximadamente, R$ 5,8 bilhões a

menos no orçamento de 2007.

Enquanto a sociedade civil organizada

procura criar as condições para a

regulamentação da Emenda Consti-

tucional nº 29 – que definiu as

porcentagens obrigatórias do orçamento

a serem aplicadas pelos governos da

União, Estados e Municípios na área de

saúde – o governo brasileiro vem na

contra-mão dos anseios da população

brasileira.

Entendemos ser necessário avançar nas

definições de financiamento do setor

saúde no país para que a assistência ao

cidadão brasileiro possa se dar de maneira

a respeitar a sua dignidade e a dignidade

de quemnele trabalha.

Médicos criticam cortes

no orçamento da Saúde

Nota Oficial

Associação Médica Brasileira

Conselho Federal de Medicina

Federação Nacional dos Médicos

FOTO: CÉSAR TEIXEIRA

José Luiz G. do Amaral fala durante a reunião da Frente