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Março | Abril 2007

Jornal da

Entrevista - Raimundo Cezar Britto Aragão

Raimundo Cezar Britto Aragão assumiu em

janeiro deste ano a presidência da Ordem

dos Advogados do Brasil (OAB). Formado

pela Universidade Federal de Sergipe, 23

anos de profissão e mandato até 2009, o ex-

secretário-geral da entidade e ex-presidente

da secional de Sergipe, seu estado natal,

concedeu esta entrevista ao Jamb, na qual

aponta os caminhos que os médicos devem

seguir para a construção de uma entidade

única, sólida e respeitada, a exemplo do que

é aOAB.

RA

– A atividade da medicina é

fundamental para o desenvolvimento do

nosso país e

,

para possuir qualidade, deve ser

exercida com competência e ética

profissional. Assim, unir os dois órgãos que

atuam nessa atividade será essencial para

regulamentação de uma profissão de

enorme respeito e reconhecimento pela

função social que desenvolve.

RA

– É a consciência da unidade, a

consciência de que a união é a melhor

solução para o aperfeiçoamento técnico e

ético da profissão. A partir da compreensão

dessa importância, as duas entidades

poderão buscar a fusão política e jurídica.

Politicamente, com a decisão da

consciência, e juridicamente, com a fusão

legal via autorização legislativa.

RA

– Esse é o grande desafio a ser vencido

pelos órgãos de classe nos próximos anos. O

atual modelo de autarquização é atrasado e

injusto para as entidades de classe. Todas

1 - Está sendo discutida no meio

médico a criação de uma entidade

única, que substituiria a

Associação Médica Brasileira e o

Conselho Federal de Medicina.

Qual o melhor caminho para isso?

2 - E qual a melhor forma para isso?

3 - Esta entidade única deveria

necessariamente ser uma

autarquia federal?

2

elas são mantidas com recursos dos próprios

profissionais. Não existe recurso público

envolvido, e não havendo investimento

público, também não há porque subordinar

tais órgãos à ação estatal nem aos interesses

do Estado. Esta visão é autoritária, de um

passado oblíquo, que não mais se coaduna

comos ideais de democracia e representação

social dos novos tempos. Esse novo conselho

a ser criado deverá ter como parâmetro a

OAB, que não é uma autarquia, mas um

órgão

sui generis

, independente, exatamente

para que possa exercer a função fiscalizadora

do Estado. Isso só pode ser feito por um

órgão independente. Penso que é assim que

deveria ser o novo conselho.

4 - A exemplo da OAB, é grande a

chance de a classe médica se

fortalecer nesta entidade única?

FOTO: EUGÊNIO NOVAES - OAB